O termo empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 90. Remete à capacidade de um profissional estar empregado, mas muito mais do que isso, à capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao Mercado de Trabalho (Origem: Wikipédia).
Pois bem, se empregabilidade é a capacidade de manter-se empregado, porque muitas pessoas ainda se encontram desempregadas. Ou pior, num emprego que não lhe satisfaz em nada?

A resposta é simples: porque nos dias atuais, todos estão a procura de um emprego fantasioso. Um emprego livre de problemas, livre de competitividade, e onde principalmente sua carreira em no máximo três meses decole.

Os índices de crescimento no país estão em alta, e junto com esse crescimento as oportunidades de empregos. Só que hoje em dia, todos os profissionais capacitados ou não, com formação acadêmica ou não buscam apenas os cargos de liderança, imaginando (pobre deles) que a galinha dos ovos de ouro estão exclusivamente nestes cargos.
Podemos fazer um comparativo simples: com o aumento da área da construção civil, os salários dos profissionais relacionados a essa área inflacionaram, e hoje em dia, um pedreiro de alto calão pode receber um salario muito maior do que um engenheiro, por causa da falta de mão de obra operacional qualificada. Se sabemos que isso é uma realidade, porque todos os profissionais hoje buscam fazer engenharia civil (mesmo as vezes sem ao menos conhecer a fundo a profissão) ao invés de buscar um curso técnico de construção civil e começar da base, aos poucos?

Infelizmente a maioria das pessoas acreditam que “diploma” significa dignidade, ou retorno financeiro. Engano! A graduação acadêmica, deve ser utilizada de maneira inteligente para compor sua profissão a partir de um contato inicial com a área, e não o contrário. Escolhe-se uma profissão que está em ênfase no mercado ou na mídia, e depois: mágica…tudo acontece e você recebe de cara o convite para assumir a diretoria de uma organização.

Precisamos sem dúvida nenhuma repensar nossos valores, nosso conceito de sucesso, dignidade e reconhecimento, senão ficaremos fadados a viver num país medíocre, limitado, por causa de seu próprio povo que prefere ver ótimas oportunidades passarem por sempre achar que existirá outra melhor.